22 dezembro 2017

Vozes do Imaginário: "Não Há Noite Mais Alegre"


Giotto di Bondone, "Natividade", c.1313, fresco, Basílica de S. Francisco, Assis, Itália


A ideia de incluir canções de Natal na 'playlist' da Antena 1, para difusão durante a presente quadra, é em si muito louvável. O modo como a ideia foi levada à prática é que deixa bastante a desejar. E porquê? Porque quase todas as canções seleccionadas são estrangeiras (anglo-saxónicas, bem entendido), e com a agravante de boa parte delas ser de terceira categoria. Do repertório nacional, apenas uma chegou até agora aos meus ouvidos: "Podia Ser Natal", de António Manuel Ribeiro.
Perguntamos: sendo o cancioneiro natalício português imensamente rico e havendo tantas e boas recriações publicadas em disco [cf. "Música portuguesa de Natal"], como se explica que não sejam tomadas em conta por quem administra/edita a 'playlist'? Ignorância? Preconceito? Provincianismo pacóvio de achar que só o que vem de fora é que é bom?
Qualquer que seja o motivo ou motivos, tal situação, pela anormalidade de que se reveste (atendendo às particulares obrigações que a Antena 1 tem na divulgação da boa música portuguesa), não é mais tolerável e reclama urgente alteração.
A título de exemplo do que de bom (muito bom!) existe no nosso património musical/fonográfico, aqui fica a belíssima cantiga tradicional "Não Há Noite Mais Alegre", originária da localidade algarvia de Alte (concelho de Loulé), magnificamente recriada pelo grupo eborense Vozes do Imaginário, dirigido por Gil Nave.
Com votos de Boas-Festas!



Não Há Noite Mais Alegre



Letra e música: Tradicional (Alte, Loulé, Algarve)
Intérprete: Vozes do Imaginário* (in CD "Cantos ao Menino, Reis e Janeiras da tradição musical portuguesa", Do Imaginário - Associação Cultural, Évora, 2009)


[instrumental]

Não há noite mais alegre
Que é a noite de Natal
Onde nasceu o Deus-Menino
Antes do galo cantar.

Deu o galo três cantadas,
Deu o Menino nascido;
Bendito seja o ventre
Que o trouxe nove meses escondido!

E a mula, como maldosa,
Destapava-o com a ferradura;
Mas o boi, como era manso,
Tapava-o com a armadura.

E ao boi, Nosso Senhor
Lhe deu a sua bênção:
«As terras que tu lavrares
Todas elas dêem pão!

Cada bago dê uma espiga!
Cada espiga um milhão!
Todo ele se aguardará
Lá no mês de S. João!»

Não há noite mais alegre
Que é a noite de Natal
Onde nasceu o Deus-Menino
Antes do galo cantar.


* Vozes do Imaginário: Alda Barreiros, Ana Cardoso, Ana Teixeira, Anabela Belo, Beatriz Quitério, Carmen Almeida, Custódia Casanova, Dora Pereira, Finita, Gil Nave, Helena Figueiredo, Idália Oliveira, Isabel Bilou, Isabel Borges, Joana Borrego, Joaquim Nave, Maria João Alface, Susana Russo, Teresa Aleluia, Teresa Rodrigues, Wladimiro Garrido
Concertina diatónica – Gil Nave
Triângulo – Susana Russo
Contrabaixo – Joaquim Nave
Direcção musical – Gil Nave
Gravado em Évora, em Dezembro de 2008
URL: https://www.facebook.com/do.imaginario/
http://doimaginario.blogspot.com/
https://www.youtube.com/user/doimaginario1/videos



Capa do CD "Cantos ao Menino, Reis e Janeiras da tradição musical portuguesa" (Do Imaginário - Associação Cultural, Évora, 2009)

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01 outubro 2017

Fernando Tordo: "Bendita Música"



Sendo todos os dias adequados à fruição de boa música, o que lhe está consagrado no calendário afigura-se particularmente oportuno para focarmos a nossa atenção nas obras que versam sobre a arte dos sons ou que, de algum modo, lhe são alusivas. No património musical português, os espécimes dentro dessa temática cifram-se acima das três dezenas, havendo alguns sobejamente conhecidos, como é o caso das seguintes canções (por ordem de criação): "A Minha Música" (letra e música de José Cid), por José Cid; "Há Sempre Música Entre Nós" (letra de Cristiana Kopke e música de Ondina Veloso), por Dina; "Chamar a Música" (letra de Rosa Lobato de Faria e música de João Mota Oliveira), por Sara Tavares; "Há uma Música do Povo" (poema de Fernando Pessoa e música de Mário Pacheco), por Mariza; e "Música, Música" (letra e música de Pedro Barroso), por Pedro Barroso.
Comemoramos este Dia Mundial da Música apresentando uma canção bem menos conhecida mas muito boa de se ouvir: "Bendita Música", de e por Fernando Tordo, extraída do álbum "Peninsular" (1997).
Não podia a Antena 1 ter esta canção na sua 'playlist’? Podia e devia! Não apenas esta como muitas outras do extenso e valioso repertório do cantautor. Mas por incrível que pareça, Fernando Tordo que é, sem a mais pequena margem para dúvidas, um dos nomes grados da música portuguesa de todos os tempos, não tem lugar na referida 'playlist'. Uma anormalidade obscena a que urge pôr cobro! E não estamos propriamente a pedir que coloquem na lista as canções mais conhecidas do grande público – "Cavalo à Solta", "Tourada" ou "Adeus, Tristeza" –, mas que haja a zelosa preocupação de resgatar belíssimos espécimes que nunca (ou muito raramente) tiveram difusão hertziana. Não será essa uma das mais nobres missões do serviço público de rádio?



Bendita Música



Letra e música: Fernando Tordo
Arranjo: Josep Mas "Kitflus"
Intérprete: Fernando Tordo (in CD "Peninsular", Fernando Tordo, 1997)




[instrumental]

Apoiou o arco suavemente sobre as cordas
E atacou com toda a naturalidade
Mi fá mi ré dó ré mi fá
E uma a uma dissecou cada passagem
Com preciso e afiado bisturi
Fá sol fá mi ré dó ré mi

E espalhou aos quatro ventos os risos e os lamentos
Era o sangue posto em pé
Sol lá sol fá mi ré dó ré
Aprisionado era um grilo que chamava a sua amada:
Estou aqui!
Fá ré si lá fá dó si lá sol sol lá si

Esquece tudo e vem comigo!
Vibrava mágica a voz do músico
Parindo música...
Música bendita música:
Lá dó si si lá sol lá

[instrumental]

Em consequência de uma ousada pirueta
Que o intérprete salvou com frialdade
Mi fá mi ré dó ré mi fá
Meu coração foi pelos ares como um cometa
Pressentindo que andavas por ali
Fá sol fá mi ré dó ré mi

E com a angústia e o talento do final do movimento
Não te encontrava. Porquê?
Sol lá sol fá mi ré dó ré
E entre as cadeiras da segunda galeria, descobriu-te:
Eras de mim!
Fá ré si lá fá dó si lá sol sol lá si

Esquece tudo e vem comigo!
Vibrava mágica a voz do músico
Parindo música...
Música bendita música:
Lá dó si si lá sol lá

[instrumental]



Capa do CD "Peninsular", de Fernando Tordo (Fernando Tordo, 1997)

07 setembro 2017

25 agosto 2017

Ciclo "Carlos Seixas: O Esplendor do Barroco"


Retrato póstumo de Carlos Seixas – gravura realizada pelo francês Jean Daullé (1703-1763), a partir de desenho da autoria de Vieira Lusitano.
Legenda na moldura: «JOSEPHUS ANTONIUS CARLOS & SEYXA5 Vixit Annos 38. Obiit die 25. Augusti Anno 1742» [José António Carlos e Seixas viveu 38 anos. Morreu no dia 25 de Agosto do ano de 1742].
Legenda inferior: «Hanc merui citharam stellis radiantibus addi: Dissona nec vitae moribus illa fuit» [Mereci que à citara se juntasse a estrela radiante: Dela não foram dissonantes a vida e os costumes].


Nascido em Coimbra em 1704 [11 de Junho], José António Carlos de Seixas era filho do organista da Sé desta cidade Francisco Vaz, a quem sucedeu nesse lugar em 1718. Em 1720 foi admitido como organista e vice-mestre da Capela Real de Lisboa, tornando-se igualmente um professor de música bem cotado, como nos mostra a seguinte passagem do Diário do [...] 4.º Conde de Ericeira, escrita em 1731: «Os Viscondes de Barcarena deram ao músico Joseph Antonio para o seu casamento presentes que se afirma valerem 3 mil cruzados, porque este músico não leva dinheiro pelas lições que dá à Senhora Viscondessa, e a suas filhas». Tendo adquirido o ofício de contador do Mestrado da Ordem de Santiago, em 1738 consegue obter o hábito de cavaleiro da Ordem de Cristo, após nove anos de insistências e de dificuldades, relacionadas com o facto de ter um avô carniceiro e outro alfaiate, e de suas avós serem «mulheres de segunda condição». Vem a falecer em 1742 [25 de Agosto], com 38 anos apenas.
A vida de Carlos Seixas decorre durante uma importante época de viragem na História musical portuguesa, a qual, durante todo o século XVII, permanecera numa situação de quase total isolamento em relação à Europa transpirenaica e de dependência em relação à Espanha. Esse isolamento só se veio verdadeiramente a romper com a subida ao trono de D. João V, em 1706. A abertura à música italiana ocorrida a partir dessa altura foi uma das consequências artísticas da prosperidade financeira decorrente da descoberta do ouro do Brasil, e da utilização dessa prosperidade na prossecução de uma política de prestígio interno e internacional. A enorme importância e influência que a Igreja detinha na sociedade portuguesa da altura explica que D. João V tivesse investido essa nova prosperidade sobretudo no prestígio das instituições religiosas em geral e da sua própria Capela Real em particular, a qual conseguiu ver elevada a Sé Patriarcal logo no início do seu reinado. A reforma das instituições musicais e a importação de músicos italianos está directamente ligada à reforma dessa Capela. Em 1713 foi criado o Seminário da Patriarcal, que iria ser a principal escola de música em Portugal durante o século XVIII, e em 1729 outra escola para o ensino do canto capucho no Convento de S. Catarina de Ribamar, para cuja direcção foi contratado o mestre de capela de S. João de Latrão, Giovanni Giorgi. Com fundos da Patriarcal, D. João V mandou igualmente um certo número de bolseiros estudar música em Roma, entre eles Francisco António de Almeida, João Rodrigues Esteves, Joaquim do Vale Mexelim e António Teixeira.
O contacto preferencial com a música romana está também relacionado com a famosa embaixada do Marquês de Fontes ao Papa. Na embaixada de Portugal em Roma se cantaram nesta época diversas serenatas de Nicola Porpora, Alessandro e Domenico Scarlatti, e Francesco Gasparini. Ao mesmo tempo, entre 1717 e 1719 quatro cantores abandonaram a Cappella Giulia do Vaticano para virem para a Capela Real, e nesse último ano ou no seguinte chegou a Lisboa para ocupar o lugar de mestre desta Capela, o próprio mestre da Cappella Giulia, Domenico Scarlatti. À roda de 1730, havia já 26 cantores italianos na Capela Real e Patriarcal, assim como diversos instrumentistas italianos e de outras nacionalidades. Entre estes, devemos destacar o violinista e compositor genovês Pietro Giorgio Avondano, primeiro de uma longa linhagem de músicos da qual Pedro António Avondano foi o membro mais destacado, e os bolonheses Alessandro Paghetti, director da Academia da Trindade, o primeiro teatro de ópera existente em Lisboa, e Lodovico Filippo Laurenti, autor de um volume impresso de sonatas para violoncelo e baixo contínuo.
Ao contrário dos bolseiros acima citados, Carlos Seixas nunca saiu de Portugal. Mas sem dúvida que através do contacto diário com os seus colegas da Capela Real teve a oportunidade de se familiarizar perfeitamente com as novas correntes musicais italianas. Ao que sabemos, Seixas nunca terá sido chamado a compor nenhuma das serenatas que se cantaram na corte em celebração dos aniversários e festas onomásticas dos membros da família real, ou alguma das raras óperas que no seu tempo aí foram levadas à cena durante o Carnaval. Dele se conhecem somente diversas obras religiosas, uma sinfonia e uma abertura à francesa, um concerto para cravo e orquestra de cordas, e cinco sonatas para cravo, clavicórdio ou órgão, de um total de setecentas que lhe são atribuídas pelo seu contemporâneo Barbosa Machado, na sua Biblioteca Lusitana. Como autor de sonatas para tecla, Seixas ocupa um lugar cimeiro e isolado, no tempo e na importância, entre os nossos compositores do século XVIII. Podemos admitir que dessas sonatas, as mais complexas e virtuosísticas do ponto de vista formal e técnico fossem destinadas aos saraus musicais da corte, ou àqueles que as famílias da primeira nobreza, em imitação daquela, promoviam igualmente em suas casas. Estão neste caso, por exemplo, as sonatas n. °s 19 e 24. Além disso, enquanto organista da Capela Real e Patriarcal, ele terá tido de compor também sonatas ou tocatas para executar no início ou no fim da missa, assim como durante a comunhão ou outros momentos da liturgia que permitiam a execução de solos instrumentais.
Por outro lado, enquanto que Scarlatti teve uma discípula de eleição na pessoa da Princesa Maria de Bragança, uma parte importante das sonatas de Seixas terá sido escrita para alunos principiantes, ou para amadores. Quanto à possível influência de Scarlatti em Seixas, há que ter em conta por um lado que ignoramos totalmente que parte das sonatas de Scarlatti foram escritas durante a sua estadia em Portugal e por outro que se trata de duas sensibilidades musicais muito diferentes. Se bem que possivelmente apócrifa, vale a pena citar a propósito a seguinte anedota contada pelo violinista José Mazza no seu Dicionáno Biográfico, escrito nos finais do século XVIII:

quis o Sereníssimo Senhor Infante D. António [irmão do rei D. João V] que o grande Escarlate, pois se achava em Lisboa no mesmo tempo, lhe desse alguma lição, regulando-se por aquela ideia errada de que os Portugueses por mais que façam nunca chegam a fazer o que fazem os estrangeiros, e o mandou ao dito; este apenas o viu pôr as mãos no Cravo, conhecendo o Gigante pelo dedo, lhe disse «Vossa Mercê é que me pode dar Lições!», e encontrando-se com aquele Senhor lhe disse «Vossa Alteza mandou-me examinar, pois saiba que aquele sujeito é dos maiores professores que eu tenho ouvido!».

O gosto de Carlos Seixas, como o do compositor espanhol Antonio Soler, por uma escrita repleta de motivos suntuosos à maneira de sequências barrocas, numa floresta de modulações — processo de construção que Domenico Scarlatti não empregou — provém, segundo Santiago Kastner, do facto de eles se terem formado musicalmente no estudo dos tentos de Manuel Rodrigues Coelho, Francisco Correa de Araúxo, Juan Cabanilles, etc.. Seixas emprega mais frequentemente que Scarlatti as estruturas irregulares dos períodos musicais. Além disso ele dá grande importância ao aspecto arquitectónico da sonata ditemática nascente, expandindo consideravelmente a segunda parte de muitas das suas sonatas, onde um pequeno número de motivos é objecto de uma longa série de modulações ao longo de tonalidades mais ou menos afastadas da fundamental. A escrita é habitualmente menos densa e polifónica do que a de Scarlatti. De acordo com a prática do baixo contínuo, ela caracteriza-se frequentemente por uma melodia destinada à mão direita, e acompanhada por uma linha de baixo relativamente simples. Tal escrita, destinada sobretudo aos alunos principiantes, não exclui a possibilidade de o executante poder enriquecer harmonicamente a textura sonora, improvisando aqui e além alguns acordes. As suas linhas melódicas têm por vezes o sabor de uma cantilena lírica, prestando-se este tipo de escrita especialmente bem às possibilidades sonoras e expressivas do clavicórdio. A frequência com que, por outro lado, encontramos associado às sonatas de Seixas pelo menos um minuete, cujo tema é por vezes aparentado com o tema principal do andamento inicial da sonata, revela de que maneira a influência da moda e do gosto francês se faziam sentir em Portugal nesta época.

Manuel Carlos de Brito [texto publicado no álbum "Carlos Seixas: Sonatas para Cravo, por José Luis Uriol", PortugalSom/Secrataria de Estado da Cultura, 1981]




Em Março e Abril de 1992, por ocasião dos 250 anos da morte de Carlos Seixas, a Antena 2, então dirigida por Fernando Serejo, emitiu um interessantíssimo ciclo temático consagrado ao insigne compositor e à época em que decorreu a sua curta vida, a qual coincidiu com o período áureo do reinado de D. João V. A maioria desses programas foi reposta no espaço "Memória", e por três vezes – em 2013, em 2014 e em 2015. É de louvar a iniciativa, mas lamenta-se que o ciclo – de inegável interesse, reafirmamos – não fosse resgatado na íntegra, pois, como abaixo de pode verificar, alguns programas foram ignorados.
No dia em que se completam 275 anos sobre o falecimento de Carlos Seixas, destacamos o referido ciclo, aproveitando para deixar expresso o pedido de que sejam ainda resgatados os programas em falta. Um pedido que é extensivo a outros memoráveis ciclos temáticos como, por exemplo, um sobre Antero de Quental e outro dedicado a João Domingos Bomtempo.


CICLO "CARLOS SEIXAS: O ESPLENDOR DO BARROCO"

Programas Nucleares

A Música Sacra nas Igrejas Joaninas
Autor: Gerhard Doderer
Locução: Maria Dinora e Victor Nobre
Assistência técnica: Moreira de Carvalho e Silva Alves
Realização: Bernardino Pontes
Obras musicais de: Carlos Seixas, António Teixeira, Jayme de la Té y Sagáu, e João Rodrigues Esteves.
Emissão: 08 Mar. 1992 | 2 Mai. 2015 [>> RTP-Play]

Carlos Seixas versus Domenico Scarlatti
Autor: Gerhard Doderer
Locução: Maria Dinora, Carlos Achemann, Victor Nobre
Assistência técnica: Silva Alves e Ana Clara
Realização: Bernardino Pontes
Obras musicais de: Carlos Seixas e Domenico Scarlatti
Emissão: 22 Mar. 1992 | 9 Mai. 2015 [>> RTP-Play]

A Música de Câmara nos Palácios da Sociedade Joanina
Autor: Gerhard Doderer
Realização: Bernardino Pontes
Emissão: 05 Abr. 1992

A Música Dramática nos Palcos Palacianos e Públicos
Autor: Miguel Ângelo
Locução: Maria Dinora e Henrique Canto e Castro
Assistência técnica: Matos Faria
Realização: Bernardino Pontes
Obras musicais de: Sebastián Durón, Carlos Seixas e Francisco António de Almeida
Emissão: 19 Abr. 1992 | 16 Mai. 2015 [>> RTP-Play]


Programas Complementares

As Artes na Época de D. João V (I)
Autor: Margarida Calado
Locução: Maria Manuela Albuquerque, Luís Mendonça e Carlos Achemann
Assistência técnica: Matos Faria e António Pereira
Sonorização: Rogério de Vasconcelos
Realização: Maria Manuela Albuquerque
Emissão: 18 Mar. 1992 | 27 Jun. 2015 [>> RTP-Play]

As Artes na Época de D. João V (II)
Autor: Margarida Calado
Locução: Maria Manuela Albuquerque, Carlos Achemann e Luís Mendonça
Assistência técnica: Matos Faria, Henrique Soares e António Pereira
Sonorização: Rogério de Vasconcelos
Realização: Maria Manuela Albuquerque
Emissão: 1 Abr. 1992 | 4 Jul. 2015 [>> RTP-Play]

A Literatura Portuguesa na Época de D. João V (I)
Autor: Carlos Achemann
Realização: Maria Manuela Albuquerque
Emissão: 15 Abr. 1992

A Literatura Portuguesa na Época de D. João V (II)
Autor: Carlos Achemann
Realização: Maria Manuela Albuquerque
Emissão: 22 Abr. 1992


Programas de Mapa

LUGAR À HISTÓRIA
Portugal no Tempo de D. João V (I)
Colaboração: Oliveira Ramos
Realização: Eugénio Alves
Emissão: 19 Mar. 1992 | 23 Mai. 2015 [>> RTP-Play]

LUGAR À HISTÓRIA
Portugal no Tempo de D. João V (II)
Colaboração: Oliveira Ramos
Realização: Eugénio Alves
Emissão: 2 Abr. 1992

MEMÓRIA DO ESQUECIMENTO
Mafra: Obra Emblemática de D. João V
Colaboração: José Augusto França
Locução: Maria Alexandra Corvela
Assistência técnica: Silva Alves, Guilherme Guimarães e Ana Clara
Sonorização: José Manuel Gouveia
Realização: Maria Manuela Albuquerque
Emissão: 12 Mar. 1992 | 30 Mai. 2015 [>> RTP-Play]

MEMÓRIA DO ESQUECIMENTO
Águas Livres
Colaboração: Irisalva Moita
Locução: Carlos Faria e Maria Alexandra Corvela
Assistência técnica: Silva Alves, Ana Clara e João Silva
Sonorização: Pedro Alvarez
Realização: Maria Manuela Albuquerque
Emissão: 26 Mar. 1992 | 6 Jun. 2015 [>> RTP-Play]

MEMÓRIA DO ESQUECIMENTO
A Capela de S. João Baptista, na Igreja de S. Roque
Colaboração: Maria João Madeira Rodrigues
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: Silva Alves e Ana Clara
Sonorização: José Manuel Gouveia
Realização: Maria Manuela Albuquerque
Emissão: 9 Abr. 1992 | 13 Jun. 2015 [>> RTP-Play]

MEMÓRIA DO ESQUECIMENTO
A Igreja dos Clérigos e Nicolau Nasoni
Colaboração: Jaime Ferreira Alves
Locução: Maria Dinora
Assistência técnica: António Pereira (exterior), Henrique Soares e Silva Alves (estúdio)
Sonorização: Pedro Alvarez
Realização: Maria Manuela Albuquerque
Emissão: 23 Abr. 1992 | 20 Jun. 2015 [>> RTP-Play]

CIÊNCIA E TECNOLOGIA: A PROCURA SEM FIM
Carlos Seixas: A Cultura Científica e Tecnológica do Seu Tempo
Autor: António Manuel Baptista
Locução: Júlia Maria
Assistência técnica: António Pereira
Sonorização: José Manuel Gouveia
Realização: Álvaro Lourenço
Emissão: 13 Abr. 1992 | 11 Jul. 2015 [>> RTP-Play]

AUDITÓRIO
Vida e Obra de António José da Silva, "O Judeu"
Autor: Luís Lima Barreto
Realização: Maria Emília Correia
Emissão: 21 Abr. 1992

NOITE DE TEATRO
"Guerras do Alecrim e Manjerona"
Autor: António José da Silva, "O Judeu"
Adaptação: Leopoldo de Araújo
Emissão: 24 Abr. 1992



Capa do CD "Carlos Seixas: Sonatas para Cravo, por José Luis Uriol (PortugalSom/Secretaria de Estado da Cultura, 1988)
A primeira edição, em vinil, é de 1981.



Capa do CD "Carlos Seixas: Concerto para Cravo e Orquestra de Cordas | Sinfonia | Abertura | Concerto para Cravo e Orquestra (Anónimo), por János Sebestyén (cravo) & Orquestra de Câmara Ferenc Liszt, dir. János Rolla" (PortugalSom/Strauss, 1997)
A primeira edição, em vinil, é de 1986.



Capa do CD "Carlos Seixas: Sonatas para Cravo, por Cremilde Rosado Fernandes" (PortugalSom/Secretaria de Estado da Cultura, 1991)